
Amanhã, iremos continuar a antecipar/celebrar a PÁSCOA NO PORTO, vendo
um dos melhores actores portugueses, LUÍS MIGUEL CINTRA
ler um sermão de um dos maiores portugueses de sempre, PADRE ANTÓNIO VIEIRA
numa das mais belas igrejas da cidade, IGREJA DE SANTA CLARA
E vai ser assim
Em Fev/08, completaram-se 400 anos sobre o nascimento do Padre António Vieira, missionário jesuíta do sec. XVII, figura maior das Letras e da História portuguesas. Ao longo de 90 anos de vida, o Padre António Vieira constrói uma obra monumental, na qual sobressaem, entre outros, 200 sermões e 700 cartas
Este orador excelente, que sempre falava na maravilha e na catástrofe, que foi diplomata e conselheiro real, mestre nas letras, pensador profético, missionário, filósofo e teólogo, sonhava com um mundo melhor. Impermeável ao fanatismo corrente, foi favorável a uma aproximação aos cristãos-novos e aos judeus (ainda que motivado por algum espírito prático, do foro financeiro); superior ao espírito da época, censurou a escravatura (muito embora, de forma mitigada); crente numa sociedade mais justa, defendeu os direitos dos ameríndios, contra a exploração dos colonos (porventura, em troca de uma outra forma de escravatura); visionário, acreditou até ao fim da vida na quimera do Quinto Império e na construção de um Reino de Deus na terra; lutador feroz contra os interesses instalados e mesquinhos, apontou o dedo aos arrogantes, aos predadores, aos corruptos; extravagante, foi combatido e incompreendido.
Defensor dos injustiçados, voz severa contra os abusos de toda a espécie, corajoso a enfrentar os poderosos, despreocupado com o sucesso material, o Padre António Vieira foi um raro exemplo de quem vive como prega. Incansável, atravessou sete vezes o Atlântico, fez milhares de quilómetros a pé ou de piroga através do Brasil, viajou por vários países da Europa, viveu o desconforto e a doença, foi perseguido pela sua heterodoxia. Vejo-o como um homem audaz, inteligente e sensível, um patriota e um humanista (ao mesmo tempo, teimoso e incauto, talvez até um pouco alucinado), merecedor de figurar por entre os seres humanos que nos servem de referência.
Padre António Vieira foi um homem genial que teve uma existência fascinante. Vale a pena tentar conhecê-lo um pouco melhor.
Sílvia
um dos melhores actores portugueses, LUÍS MIGUEL CINTRA
ler um sermão de um dos maiores portugueses de sempre, PADRE ANTÓNIO VIEIRA
numa das mais belas igrejas da cidade, IGREJA DE SANTA CLARA
E vai ser assim
Em Fev/08, completaram-se 400 anos sobre o nascimento do Padre António Vieira, missionário jesuíta do sec. XVII, figura maior das Letras e da História portuguesas. Ao longo de 90 anos de vida, o Padre António Vieira constrói uma obra monumental, na qual sobressaem, entre outros, 200 sermões e 700 cartas
Este orador excelente, que sempre falava na maravilha e na catástrofe, que foi diplomata e conselheiro real, mestre nas letras, pensador profético, missionário, filósofo e teólogo, sonhava com um mundo melhor. Impermeável ao fanatismo corrente, foi favorável a uma aproximação aos cristãos-novos e aos judeus (ainda que motivado por algum espírito prático, do foro financeiro); superior ao espírito da época, censurou a escravatura (muito embora, de forma mitigada); crente numa sociedade mais justa, defendeu os direitos dos ameríndios, contra a exploração dos colonos (porventura, em troca de uma outra forma de escravatura); visionário, acreditou até ao fim da vida na quimera do Quinto Império e na construção de um Reino de Deus na terra; lutador feroz contra os interesses instalados e mesquinhos, apontou o dedo aos arrogantes, aos predadores, aos corruptos; extravagante, foi combatido e incompreendido.
Defensor dos injustiçados, voz severa contra os abusos de toda a espécie, corajoso a enfrentar os poderosos, despreocupado com o sucesso material, o Padre António Vieira foi um raro exemplo de quem vive como prega. Incansável, atravessou sete vezes o Atlântico, fez milhares de quilómetros a pé ou de piroga através do Brasil, viajou por vários países da Europa, viveu o desconforto e a doença, foi perseguido pela sua heterodoxia. Vejo-o como um homem audaz, inteligente e sensível, um patriota e um humanista (ao mesmo tempo, teimoso e incauto, talvez até um pouco alucinado), merecedor de figurar por entre os seres humanos que nos servem de referência.
Padre António Vieira foi um homem genial que teve uma existência fascinante. Vale a pena tentar conhecê-lo um pouco melhor.
Sílvia