Leitura Partilhada
Notas sobre a leitura de AS ONDAS
Ao começar a ler esta obra literária da grande escritora Virginia Woolf , fiquei um pouco apreensiva.Tive que ler duas vezes a primeira página para começar a compreender de que tratava o livro.
A temática que woolf aborda nas " ondas" não é uma das minhas preferidas.Fala do existencialismo e da razão de ser do ser humano, seus sentimentos, sofrimentos , angústias e mágoas.
Woolf teve a mestria de criar seis seres imaginários cada um com as suas caracteristicas.
Bernard, curioso e verbalmente criativo;Susan, interessada na unidade familiar; Rhoda, ingenua e temerosa; Jinhy, sensual e superficial;Neville, com a sua obsessão pela ordem e rigor intelectuais; Louis, com o seu complexo de inferioridade.
Demonstrando cada um deles seus medos, angústias,tristezas, solidão e o medo terrivel da morte, comunicando-os entre si.
Através destas personagens imaginárias Woolf consegue expor aquilo que a preocupa : a passagem do tempo,o sentido de existência humana, a realidade das coisas e a morte.
Todos eles têm uma vida própria e convivem entre si diariamente até uma certa idade.
Após se casarem e terem filhos já não há aquela comunicação ardua que havia nos tempos de adolescência.
Após a morte de Percival(ponto crucial da história),tudo muda.Ficam mais carrancudos e sem vontade de viverem. A vida para eles já não faz sentido, percival para eles era como um deus que eles idolutravam e que lhes comandava a vida e dava razão para eles viverem e crescerem exteriormente e interiormente.
A morte é aquilo que mais os assusta.
Li a obra fio a pavio. Mas houve uma coisa que eu não consegui entender. Estes seres imaginários de woolf eram animais ou seres humanos?
Após uma troca de ideias com outros bookcrossers percebi que estes seres imaginários eram seres humanos.
Apesar de não ser a temática que mais goste, gostei de ler esta obra.
Vanessa
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«É sempre incompleta a nossa dissolução nas experiências que vivemos.»
Leitora
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Bernard e os Livros e a Partilha da Leitura
«Quando tenho de esperar, pego num livro. Se desperto de noite, tacteio a prateleira em busca de um livro. A acumulação de conhecimentos ignorados aumenta constantemente no meu cérebro. De vez em quando destaco um fragmento, que tanto pode ser de Shakespeare como de uma mulher chamada Peck e digo para mim mesmo, enquanto fumo um cigarro deitado na cama: "assim é Shakespeare, assim é Peck", com a certeza de um reconhecimento e a surpresa de um conhecimento que me dá uma alegria infinita embora incomunicável. Foi desse modo que Neville e eu compartilhamos as nossas Pecks e os nossos Shakespeares; comparamos as diferentes versões que deles tínhamos e essa troca de pontos de vista permitiu a cada um de nós ver a uma nova luz o seu próprio Shakespeare e a sua própria Peck. Depois deslizamos para um desses silêncios que só raras palavras perturbam, como uma barbatana que fende a vasta extensão silenciosa para logo em seguida voltar a afundar-se nas profundezas, deixando atrás de si um leve ondular de satisfação e contentamento.»
Como não poderia encontrar melhores palavras, dedico esta citação a todos os que iluminaram a minha leitura d'AS ONDAS. Sinto-me afortunada. É muito bom poder ler convosco. É, sim:
ondular de satisfação e contentamento.
Leitora
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Borboletas e falenas flutuam nas ondas
Parece que Virginia Woolf ficou fascinada pelas falenas depois de ler uma carta da sua irmã Vanessa onde esta dizia: «a dança louca das falenas à volta da lâmpada, ao meu redor». Esse fascínio foi tão forte que ela começou a forjar uma novela a que iria chamar «As falenas». Quando terminou a obra, intitulou-a, afinal, «As Ondas».
As borboletas dançam nos primeiros dois tempos da novela, ao despertar do dia e durante as descobertas da infância. As crianças caçam as borboletas que poisam nas flores, assim varrendo a superfície do mundo. Elas enchem as redes de asas esvoaçantes. As palavras lembram, aqui, uma pintura colorida uma música alegre ou uma dança divertida.
Rhoda é diferente, os seu olhos “assemelham-se áquelas flores pálidas, onde as borboletas nocturnas vêm poisar”.
Bernard começa a coleccionar frases e quando olha para o sol poisado no parapeito da janela, escreve na letra B: “Pó de borboleta”.
Os outro míudos, os gabarolas, os jogadores de críquete, os funcionários da Natural History Society, esses arrancam as asas às borboletas...
Depois, o sol começa a descer e no lusco-fusco surgem as falenas que povoam as noites e procuram a luz dos candeeiros, entontecidas. “Durante alguns instantes, tudo estremeceu e se curvou devido à incerteza e à ambiguidade, como se uma grande borboleta nocturna que percorresse a sala tivesse ocultado com as asas a enorme solidez das cadeiras e das mesas”.
Na maturidade, Bernard, ao descrever o velho impulso que sempre o moveu, parece descrever os movimentos duma mariposa:” o de me deixar vogar ao som das vozes dos outros entoando a mesma melodia; o de ser atirado para cima e para baixo de acordo com uma alegria, um sentimento, um triunfo e um desejo quase que despojados de sentido”.
ATL
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«Eu, segurando o caderno e anotando frases, limitei-me a registar as mudanças. Fui uma sombra ocupada a registar sombras. Mas como conseguir agora, sem um eu, sem peso e sem ilusões, num mundo sem ilusões e sem peso?»
Palavras de Bernard...
Leitora
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"HÁ UM FOGO A ARDER NO CORAÇÃO DA HERA."
Troti
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"O meu maior desejo foi o de aumentar a noite para a conseguir encher de sonhos."
Troti
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"When you are silent you are again beautiful"
Toda a gente concordará que “As Ondas” de V. Woolf é um livro muito bem escrito.
Para mim, um dos factores que contribui para a terrível e implacável beleza do texto tem a ver com a forma como as suas frases minuciosamente trabalhadas aspiram a ser outra coisa e estão conscientes dessa aspiração autodestrutiva: “There should be cries, cracks, fissures, whiteness passing over chintz covers, interference with the sense of time, of space; the sense also of extreme fixity in passing objects; and sounds very remote and then very close; flesh being gashed and blood spurting, a joint suddenly twisted – beneath all of which appears something very important, yet remote, to be just held in solitude.”. As palavras sabem que o silêncio se fecha sobre a sua transitória passagem: “When the storm crosses the marsh and and sweeps over me where I lie in the ditch unregarded I need no words.”.
Algumas pessoas acham que este é um livro excessivamente bem escrito. Há leitores que paralisam com a beleza das frases e sentem que o texto é excessivamente autoconsciente e não flui. Houve críticos que se referiram a “As Ondas” como a um “doloroso fracasso”. Às vezes as razões pelas quais uma pessoa não gosta de um livro coincidem com aquelas de outra que gosta.
Alex
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Bernard outra vez
Uma das coisas que aprecio neste romance tem a ver com a personagem de Bernard e a forma como introduz no texto uma espécie de espelho que reflecte (sobre) as palavras e os seres de palavras que somos.
Bernard falha como escritor; é apenas alguém que faz frases para viver. Mas quando ele diz “I must make phrases and phrases and so interpose something hard between myself and the stare of housemaids, the stare of clocks, staring faces, indifferent faces, or I shall cry.”, ficamos com a vaga suspeita de que o faz também para se proteger da vida.
Alex
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O sol acabara de se pôr
Está na hora de resumir – chegou a hora de te explicar o sentido da minha vida. Não só da de Bernard, que desfia tanto a dele como as dos outros como se não passassem de mais uma das histórias que ele teve por hábito coleccionar (e reparo que escrevo ‘teve’, pois já Bernard, como todos os outros parece pertencer ao passado). Voltamos ao jardim onde os conhecemos, voltamos a ver Percival, o único que se manteve puro, inalterável, como uma marca indelével, a partir da qual os outros se referenciam. Aliás, cada um se referencia em relação a todos os outros – reparamos por fim que nunca viveram isolados, por mais sós que nos parecessem, por mais sós que realmente tenham sido. A solidão de cada um, de todos, recorta-se contra o fundo das suas histórias.
Disse que a vida fora imperfeita, uma espécie de frase por terminar.
Sentada, a dama escrevia.
As ondas quebram-se na praia.
nastenka-d
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"Maresia"
Não "Ondas", mas "As Ondas".
Em que pensaria Virginia?...
6 personagens à deriva, procurando encontrar-se ou rever-se num ausente; personagens que falam de si, mas que não conseguem falar entre si...
As Ondas mais não são do que o reflexo da vida quotidiana; o morrer, nascer, morrer; ir para o trabalho e voltar a casa à noite; gostar, não gostar... o movimento perpétuo de ida e volta... As Ondas.
Ninguém disse que a vida é fácil... a de Virginia muito muito menos... solidão, ausência, fuga, tudo conjugado em 6 personagens que se completam e que formam uma unidade... deprimente...
Com uma experiência de vida como a que teve e a partir de uma história banal, Virginia consegue inovar na construção da narrativa, fazendo instrospecções e análises comparativas, utilizando palavras para garantir a continuidade, como se de um filme se tratasse, construído num longo traveling, no qual os personagens buscam uma perfeição inatingível, porque para lá chegar há que purificar, e tal tarefa é-lhes vedada...o purificado é ausente, está morto... não há deuses vivos...
Lancelot
- Percival continua intratável como sempre...
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O sol estava a pôr-se
As ondas, ao aproximarem-se da praia, já não possuíam qualquer tipo de luz, caindo todas ao mesmo tempo com um baque surdo.
Cada um sente os alicerces sobre os quais construiu a sua vida abalados no confronto com os outros. Desprezam-se e magoam-se para continuarem a ser eles mesmos. Os olhares com que se observam fazem-nos ter consciência de quão limitada as suas vidas se tornaram, por mais ricas que possam parecer aos outros.
Podíamos ter sido qualquer coisa – acabámos por escolher (às vezes parece que a escolha foi feita por nós) um par de tenazes, as quais nos foram colocadas entre os ombros.
Houve um tempo em que as coisas eram diferentes. Tempos em que podíamos romper as amarras se assim o desejássemos. Quantos telefonemas, quantos postais são agora precisos para romper este buraco no qual nos juntámos, unidos em Hampton Court? Com que rapidez a vida desliza de Janeiro a Dezembro! E por isso percorrem os jardins, formando pares, tentando recuperar algo do que nos tinham dito páginas atrás, quando o jardim era também o cenário. É nesta altura que, paradoxalmente, pretendem, desejam tocar-se – quando a proximidade deixou de ser possível.
nastenka-d
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O sol estava agora mais baixo
As ilhas compostas por nuvens haviam ganho em densidade e espalhavam-se frente ao sol, fazendo com que as rochas escurecessem subitamente. Subitamente também, todas as coisas que já existiam passam a ser vistas sob novos ângulos. A luz, incidindo obliquamente sobre os objectos, confere-lhes volume e peso; os gestos repetidos quotidianamente fazem-se realçar na sua natureza mecânica. Poderemos estar viver apenas porque nos habituámos a isso? Fujamos para Roma, em busca de algo que julgamos haver perdido. Mas em Roma apenas nos apercebemos de que nunca visitaremos o Taiti.
Contudo, e devido à violência do embate, a minha noite é magnificamente iluminada com algumas estrelas.
nastenka-d
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E ainda um outro pensamento...
"Sofremos terrivelmente quando nos convertemos em indivíduos.
Navegadora
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Diários de Virginia Woolf
Gostaria de saber se os diários de Virginia Woolf se encontram publicados no nosso país. Um grande obrigado de alguém que pretende aprofundar mais os seus conhecimentos...
Navegadora
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QUEM SOU
“Quem sou eu?”
“Não sei.”
“…sentia que “eu sou vocês”.”
“Tudo regressa ao ponto de partida.”
“Estou só.”
“Sim, trata-se do eterno renascer, de uma incessante ascensão e queda.”
"Escusado sera dizer que tudo recomeça amanhã."
Troti
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"Sinto mil possibilidades nascerem dentro de mim. Sou sucessivamente travessa, alegre, lânguida e melancólica. Tenho raízes mas flutuo. (...) Nasci para ser estilhaçada. Nasci para que se riam de mim. Estou destinada a andar à deriva, entre os homens e mulheres de faces contraídas e línguas mentirosas, como um pedaço de cortiça num mar revolto."
lídia
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Sim, continuamos a compartilhar AS ONDAS...
Aqui está a forma como o
Espírito Errante contou o seu encontro connosco:
Falando em compartilhar, achei um blogue hoje (que, inclusive, estou lendo no momento) de que gostei muito, o Leitura partilhada. O papo da sinestesia ali, logo de começo, já me animou: é que eu adoro a mistura e ainda vejo certa necessidade dela. Hoje mesmo, eu queria porque queria que as pessoas na rua cheirassem o meu sentimento. Era uma coisa bonita, sabe, e dava pra sentir o cheiro daquilo - de quando dá vontade até de dar pulos na rua, e tava um sol gostoso alimentando aquilo tudo.
Esta semana o nosso sítio cheira a maresia, a pétalas de flores (brancas), e tem música de fundo constante, ritmada, mesmo quando lêmos em silêncio...
Leitora
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Corram à Janela!
Tal como esperávamos, a
Cristina vem enriquecer a nossa leitura, demonstrando, para começar, que
"Virginia Woolf escreve sobre o tempo e o transforma numa belíssima imagem de movimento, de corrente".
Como nos alegra a todos (acompanhantes incluídos!) saber que esta foi apenas uma primeira interacção com a
Lídia e a
Cristina!
Leitora
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"Aqui está
Rhoda , no carreiro. Embala uma bacia de cobre cheia de pétalas.
-São brancos todos os meus navios, disse Rhoda. Não quero pétalas vermelhas e malvas-rosas ou de gerânios. Só quero pétalas brancas que flutuem quando agito a bacia."
e nessa bacia (que surge tantas vezes) está o mundo de Rhoda. (Virgínia). não é uma bacia decorativa.
um símbolo rico.
lídia
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(este blogue está temporariamente inactivo)
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"ULISSES", de James Joyce (17 de Julho de 2003 a 7 de Fevereiro de 2004)
"OS PAPEIS DE K.", de Manuel António Pina (1 a 3 de Outubro de 2003)
"AS ONDAS", de Virginia Woolf (13 a 20 de Outubro de 2003)
"AS HORAS", de Michael Cunningham (27 a 30 de Outubro de 2003)
"A CIDADE E AS SERRAS", de Eça de Queirós (30 de Outubro a 2 de Novembro de 2003)
"OBRA POÉTICA", de Ferreira Gullar (10 a 12 de Novembro de 2003)
"A VOLTA NO PARAFUSO", de Henry James (13 a 16 de Novembro de 2003)
"DESGRAÇA", de J. M. Coetzee (24 a 27 de Novembro de 2003)
"PEQUENO TRATADO SOBRE AS ILUSÕES", de Paulinho Assunção (22 a 28 de Dezembro de 2003)
"O SOM E A FÚRIA", de William Faulkner (8 a 29 de Fevereiro de 2004)
"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. I - Do lado de Swann)", de Marcel Proust (1 a 31 de Março de 2004)
"O COMPLEXO DE PORTNOY", de Philip Roth (1 a 15 de Abril de 2004)
"O TEATRO DE SABBATH", de Philip Roth (16 a 22 de Abril de 2004)
"A MANCHA HUMANA", de Philip Roth (23 de Abril a 1 de Maio de 2004)
"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. II - À Sombra das Raparigas em Flor)", de Marcel Proust (1 a 31 de Maio de 2004)
"A MULHER DE TRINTA ANOS", de Honoré de Balzac (1 a 15 de Junho de 2004)
"A QUEDA DUM ANJO", de Camilo Castelo Branco (19 a 30 de Junho de 2004)
"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. III - O Lado de Guermantes)", de Marcel Proust (1 a 31 de Julho de 2004)
"O LEITOR", de Bernhard Schlink (1 a 31 de Agosto de 2004)
"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. IV - Sodoma e Gomorra)", de Marcel Proust (1 a 30 de Setembro de 2004)
"UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES" e outros, de Clarice Lispector (1 a 31 de Outubro de 2004)
"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. V - A Prisioneira)", de Marcel Proust (1 a 30 de Novembro de 2004)
"ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA", de José Saramago (1 a 21 de Dezembro de 2004)
"ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ", de José Saramago (21 a 31 de Dezembro de 2004)
"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. VI - A Fugitiva)", de Marcel Proust (1 a 31 de Janeiro de 2005)
"A CRIAÇÃO DO MUNDO", de Miguel Torga (1 de Fevereiro a 31 de Março de 2005)
"A GRANDE ARTE", de Rubem Fonseca (1 a 30 de Abril de 2005)
"D. QUIXOTE DE LA MANCHA", de Miguel de Cervantes (de 1 de Maio a 30 de Junho de 2005)
"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. VII - O Tempo Reencontrado)", de Marcel Proust (1 a 31 de Julho de 2005)
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UMA SELECÇÃO DE CONTOS LP (1 a 3O de Setembro de 2005)
"À ESPERA NO CENTEIO", de JD Salinger (1 a 31 de Outubro de 2005)(link)
"NOVE CONTOS", de JD Salinger (21 a 29 de Outubro de 2005)(link)
Van Gogh, o suicidado da sociedade; Heliogabalo ou o Anarquista Coroado; Tarahumaras; O Teatro e o seu Duplo, de Antonin Artaud (1 a 30 de Novembro de 2005)
"A SELVA", de Ferreira de Castro (1 a 31 de Dezembro de 2005)
"RICARDO III" e "HAMLET", de William Shakespeare (1 a 31 de Janeiro de 2006)
"SE NUMA NOITE DE INVERNO UM VIAJANTE" e "PALOMAR", de Italo Calvino (1 a 28 de Fevereiro de 2006)
"OTELO" e "MACBETH", de William Shakespeare (1 a 31 de Março de 2006)
"VALE ABRAÃO", de Agustina Bessa-Luis (1 a 30 de Abril de 2006)
"O REI LEAR" e "TEMPESTADE", de William Shakespeare (1 a 31 de Maio de 2006)
"MEMÓRIAS DE ADRIANO", de Marguerite Yourcenar (1 a 30 de Junho de 2006)
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POESIA DE ALBERTO CAEIRO (1 a 30 de Setembro de 2006)
"O ALEPH", de Jorge Luis Borges (1 a 31 de Outubro de 2006) (link)
POESIA DE ÁLVARO DE CAMPOS (1 a 30 de Novembro de 2006)
"DOM CASMURRO", de Machado de Assis (1 a 31 de Dezembro de 2006)(link)
POESIA DE RICARDO REIS E DE FERNANDO PESSOA (1 a 31 de Janeiro de 2007)
"OS MISERÁVEIS", de Victor Hugo (1 a 28 de Fevereiro de 2007)
"O VERMELHO E O NEGRO" e "A CARTUXA DE PARMA", de Stendhal (1 a 31 de Março de 2007)
"OS MISERÁVEIS", de Victor Hugo (1 a 30 de Abril de 2007)
"A RELÍQUIA", de Eça de Queirós (1 a 31 de Maio de 2007)
"CÂNDIDO", de Voltaire (1 a 30 de Junho de 2007)
"MOBY DICK", de Herman Melville (1 a 31 de Julho de 2007)
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"PARAÍSO PERDIDO", de John Milton (1 a 30 de Setembro de 2007)
"AS FLORES DO MAL", de Charles Baudelaire (1 a 31 de Outubro de 2007)
"O NOME DA ROSA", de Umberto Eco (1 a 30 de Novembro de 2007)
POESIA DE EUGÉNIO DE ANDRADE (1 a 31 de Dezembro de 2007)
"MERIDIANO DE SANGUE", de Cormac McCarthy (1 a 31 de Janeiro de 2008)
"METAMORFOSES", de Ovídio (1 a 29 de Fevereiro de 2008)
POESIA DE AL BERTO (1 a 31 de Março de 2008)
"O MANUAL DOS INQUISIDORES", de António Lobo Antunes (1 a 30 de Abril de 2008)
SERMÕES DE PADRE ANTÓNIO VIEIRA (1 a 31 de Maio de 2008)
"MAU TEMPO NO CANAL", de Vitorino Nemésio (1 a 30 de Junho de 2008)
"CHORA, TERRA BEM-AMADA", de Alan Paton (1 a 31 de Julho de 2008)
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"MENSAGEM", de Fernando Pessoa (1 a 30 de Setembro de 2008)
"LAVOURA ARCAICA" e "UM COPO DE CÓLERA" de Raduan Nassar (1 a 31 de Outubro de 2008)
POESIA de Sophia de Mello Breyner Andresen (1 a 30 de Novembro de 2008)
"FOME", de Knut Hamsun (1 a 31 de Dezembro de 2008)
"DIÁRIO 1941-1943", de Etty Hillesum (1 a 31 de Janeiro de 2009)
"NA PATAGÓNIA", de Bruce Chatwin (1 a 28 de Fevereiro de 2009)
"O DEUS DAS MOSCAS", de William Golding (1 a 31 de Março de 2009)
"O CÉU É DOS VIOLENTOS", de Flannery O´Connor (1 a 15 de Abril de 2009)
"O NÓ DO PROBLEMA", de Graham Greene (16 a 30 de Abril de 2009)
"APARIÇÃO", de Vergílio Ferreira (1 a 31 de Maio de 2009)
"AS VINHAS DA IRA", de John Steinbeck (1 a 30 de Junho de 2009)
"DEBAIXO DO VULCÃO", de Malcolm Lowry (1 a 31 de Julho de 2009)
...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2009)
POEMAS E CONTOS, de Edgar Allan Poe (1 a 30 de Setembro de 2009)
"POR FAVOR, NÃO MATEM A COTOVIA", de Harper Lee (1 a 31 de Outubro de 2009)
"A ORIGEM DAS ESPÉCIES", de Charles Darwin (1 a 30 de Novembro de 2009)
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