Leitura Partilhada
domingo, novembro 30, 2008
  copiar a arte
experimentem: escolham um poema de Sophia, um que gostem, e copiem, letra a letra, formando primeiro sons, depois palavras, depois frases. e no fim, poesia. é estranho. é inebriante.


belém

Etiquetas:

 
  A Poesia - Eduardo Lourenço
" A Poesia, quer dizer a longa trama dos poemas onde a humanidade a si mesma se construiu, a única arca de nóe que sobreviveu a todos os dilúvios - não é a nossa maneira de nos evadirmos do que somos mas de nos apercebermos, embora em figura, como dizia São Paulo, de quem verdadeiramente somos. É uma barca de palavras, mas tem o poder de transfigurar o que é opaco e não humano naquela realidade que tem um sol no meio e chamamos vida, a nossa vida, a nossa única vida. É só nela que nos é dado tocar e ser tocado, por aquilo que uma nossa maravilhosa poetisa , Fiama Hasse Pais Brandão chama o sol da realidade. E como só um poema, que é sempre a poesia toda, diz o que a poesia é, terminarei com ela, "

O Poeta na cidade, hoje

Uma casa que sonha com o mar
tem a luz que está a ser sonhada
Nela, os habitantes vivem e morrem,
ouvindo só o som do mar distante.

Porém um dia, os habitantes saem
para o mar. A casa acorda
e não mais se recorda de seu sonho,
deixando entrar outro sol da realidade.

Fiama Hasse Pais Brandão

Parte final de um texto-ensaio de Eduardo Lourenço, que saíu na revista de Poesia "Relâmpago", cujo tema é o escritor Eduardo Lourenço. Este texto foi retirado do "Jornal de Letras" de Setembro.



-Bom-dia - disse o rapaz. E ajoelhou-se na água, em frente da Menina do Mar.
- Trago-te aqui uma flor da terra - disse; chama-se uma rosa.
- É linda, é linda - disse a Menina do Mar, dando palmas de alegria e correndo e saltando em roda da rosa.
- Respira o seu cheiro para veres como é perfumada.
A Menina pôs a sua cabeça dentro do cálice da rosa e respirou longamente.
Depois levantou a cabeça e disse suspirando:
- É um perfume maravilhoso. No mar não há nenhum perfume assim. Mas estou tonta e um bocadinho triste. As coisas da terra são esquisitas. São diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas bonitas são alegres.
Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.
- Isso é por causa da saudade - disse o rapaz.
- Mas o que é a saudade? - perguntou a Menina do Mar.
- A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora.
- Ai! - suspirou a Menina do Mar olhando para a Terra.
Por que é que me mostraste a rosa? Agora estou com vontade de chorar.
O rapaz atirou fora a rosa e disse:
- Esquece-te da rosa e vamos brincar.



diálogo de "A Menina do mar", Sophia de Mello Breyner Andresen


Esta rosa é para as três meninas que escreveram sobre a Sophia no Leitura Partilhada este mês.
Luis Neves

Etiquetas:

 
  FIM
Exílio

Exilámos os deuses e fomos
Exilados da nossa inteireza

O Nome das Coisas in Obra Poética III


Não creio que ao deixar de acreditar nos mitos ou ao excluir o divino nos perderemos. Mas o fim do imaginário e da esperança numa justiça divina, sempre me pareceu um destino cruel para uma ateia.

cristina_pt

Etiquetas:

 
sábado, novembro 29, 2008
  Uma Dúzia de boas razões para ler Sophia (12)
12. a realidade poética não terá nunca um fim



«Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.»


Sophia de Mello Breyner Andresen
Poesia, 1944



belém

Etiquetas:

 
  Porque é tão fácil nos perdermos
Metade de mim cavalo de mim mesma eu te domino
Eu te debelo com espora e rédea

No deserto in Obra Poética III

cristina_pt

Etiquetas:

 
  Mar , Ondas e uma Oliveira
Como o rumor do mar dentro de um búzio
O divino sussurra no universo
Algo emerge: primordial projecto.

Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós.
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.

Sophia

Waves - Nouvelle Vague

Acho que ficam bem as Ondas dos Nouvelle Vague no Mar de Sophia.

Misturas! Que podem originar um bom prato. Segredos de culinária.

Também gostava de juntar outro ingrediente raro e intemporal. Adicionar um pouco de Manuel de Oliveira; que faz 100 anos, e que começou a filmar um conto do Eça de Queiróz. "Singularidades de uma rapariga loira" Que Maravilha!

E para o final, como tempero, vou salpicar com um pouco de José Saramago, que acaba de lançar o seu último livro "A Viagem do Elefante". (um pequeno fragmento do livro)

Saramago que recentemente (Em Setembro) abriu um novo espaço de escrita, o seu Blog O Caderno de Saramago. E quero deixar os parabéns ao Saramago por ter feito 86 anos este mês de novembro.

Prontos a receita está acabada, é só pôr no forno, e ver se ficou saboroso.

Luis Neves

Etiquetas:

 
sexta-feira, novembro 28, 2008
  Catarina Eufémia
...
Porque eras mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste

E a busca da justiça continua

Catarina Eufémia in Obra Poética III


A escassez de tempo obriga a escolhas. Por vezes, não as melhores. Ao escolher a ligação de Sophia à mitologia, posso ter condenado a minha leitura, embora me pareça que, pela mitologia, a ligação ao terreno e profano surge em domínios variados. A transcrição supra, é um desses exemplos.

Um momento marcante da história portuguesa surge, como história que é, por vezes com erros factuais. Porém, a jovem história sempre foi mais sentida que representada.

Antígona surge como a protectora na morte. Certamente representará o povo que, não tendo impedido a morte, impediu a sua ocultação.

cristina_pt

Etiquetas:

 
  Uma Dúzia de boas razões para ler Sophia (11)
11. pelo querer da contemplação



«Quero
Nos teus quartos forrados de luar
Onde nenhum dos meus gestos faz barulho
Voltar.
E sentar-me um instante
Na beira da janela contra os astros
E olhando para dentro contemplar-te,
Tu dormindo antes de jamais teres acordado,
Tu como um rio adormecido e doce
Seguindo a voz do vento e a voz do mar
Subindo as escadas que sobem pelo ar.»


Sophia de Mello Breyner Andresen
Coral, 1950



belém

Etiquetas:

 
quinta-feira, novembro 27, 2008
  Uma Dúzia de boas razões para ler Sophia (10)
10. pela liberdade e pela disciplina

«O poema é
A liberdade
Um poema não se programa
Porém a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha
Sílaba por sílaba
O poema emerge
- Como se os deuses o dessem
O fazemos»


Sophia de Mello Breyner Andresen
O Nome das Coisas, 1977



belém

Etiquetas:

 
  Destinos
Átropos o Las Parcas - Francisco de Goya

As três Parcas que tecem os errados
Caminhos onde a rir atraiçoamos
O puro tempo onde jamais chegamos
As três Parcas conhecem os maus fados.

Por nós elas esperam nos trocados
Caminhos onde cegos nos trocamos
Por alguém que não somos nem amamos
Mas que presos nos leva e dominados.

E nunca mais o doce vento aéreo
Nos levará ao mundo desejado
E nunca mais o rosto do mistério

Será o nosso rosto conquistado
Nem nos darão os deuses o império
Que à nossa espera tinham inventado.

As três parcas, Obra Poética II

Em Roma, as Parcas (equivalentes às Moiras na mitologia grega) eram três deusas do destino: Nona (Cloto), Décima (Láquesis) e Morta (Átropos).

Determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Júpiter (Zeus) podia contestar suas decisões. Nona tecia o fio da vida, Décima cuidava de sua extensão e caminho, Morta cortava o fio.

Eram também designadas fates, daí o termo em ingles "fate"(destino) é interessante notar que em Roma se tinha a estrutura de calendário solar para os anos e lunar para os actuais meses.

A gravidez humana é de nove luas, não nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até a nona lua; Décima representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento.

Fonte: Wikipédia

Etiquetas:

 
quarta-feira, novembro 26, 2008
  Uma Dúzia de boas razões para ler Sophia (9)
9. por ser novembro



«A respiração de Novembro verde e fria
Incha os cedros azuis e as trepadeiras
E o vento inquieta com longínquos desastres
A folhagem cerrada das roseiras»


Sophia de Mello Breyner Andresen
Geografia, 1967



belém

Etiquetas:

 
  Musa
Erato com Eros - Simon Vouet
Musa ensina-me o canto
Venerável e antigo
O canto para todos
Por todos entendido
Musa, Obra Poética II

Érato, a Amável, foi uma das nove musas da mitologia grega. Era a musa da poesia lírica, frequentemente representada com uma lira.

Sophia invoca-a, pedindo ensinamentos. Não sei se, efectivamente, "o canto para todos/por todos entendido" será verdade. Talvez a poesia necessite de voltar à rua.

critina_pt

Etiquetas:

 
terça-feira, novembro 25, 2008
  Uma Dúzia de boas razões para ler Sophia (8)
8. até pela ausência



«Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.»


Sophia de Mello Breyner Andresen
Mar Novo, 1958



belém

Etiquetas:

 
  Minotauro


Porque pertenço à raça daqueles que percorrem o labirinto

Sem jamais perderem o fio de linho da palavra



Sophia associa a figura do Minotauro (em vários dos seus poemas) à evolução da sua escrita e aos obstáculos que supriu.


Confesso que não consigo dissociar-me de uma outra imagem do Minotauro. O monstro que exige vidas humanas é substituído pelo condenado a tal por infortúnio de nascimento.


Recordo um post da Azuki, de 2006:



Acreditarás, Ariadna? - disse Teseu. - O minotauro quase não se defendeu.
(A casa de Astérion, em O Aleph)


critina_pt

Etiquetas:

 
segunda-feira, novembro 24, 2008
  Uma Dúzia de boas razões para ler Sophia (7)
7. pelo conforto do conhecimento



«Não te chamo para te conhecer
Conheço tudo à força de não ser
Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite»


Sophia de Mello Breyner Andresen
No tempo Dividido, 1954



belém

Etiquetas:

 
  Orpheu e Eurycide
Orpheus and Eurydice - G. Kratzenstein-Stub


Em ti eu celebrei a minha união com a terra


este é o poema - engano do teu rosto no qual eu busco a abolição da morte
Porém nem nas marés, nem na miragem eu te encontrei.

E devagar tornei-me transparente
Como morte nascida à tua imagem
E no mundo perdida esterilmente.

Euridice surge na mitologia grega (e na poesia de Sophia) não tanto por mérito próprio, mas pelo amor que lhe devotou Orpheu. Face à morte da ninfa amada, Orpheu tocaria a sua lira de modo tão sentido que, reza a lenda, todas as ninfas e deuses se juntaram na sua dor, chorando. Teria sido sugerido a Orpheu que fosse ao submundo e recuperasse, para a vida, a amada. Aí, convence o seu guardião, Hades, através da música da sua lira. Apenas uma condição lhe é imposta: que no seu caminho para a superfície, caminhe frente em frente a Eurydice, sem olhar para trás. Porém, um ansioso Orpheu não consegue resistir e assim perde a sua Eurycide para sempre.
Orpheu surge assim como aquele que ama profundamente e para quem, sequer a morte é barreira. Mas por vezes, as barreiras encontram-se nos pequenos nadas, nos compromissos e aí, nem o amor de Orpheu conseguiu resistir.
cristina_pt

Etiquetas:

 
domingo, novembro 23, 2008
  Uma Dúzia de boas razões para ler Sophia (6)
6. pela ansiedade sensual oculta em todo o movimento



MÃOS

«Côncavas de ter
Longas de desejo
Frescas de abandono
Consumidas de espanto
Inquietas de tocar e não poder.»


Sophia de Mello Breyner Andresen
Coral, 1950



belém

Etiquetas:

 
sábado, novembro 22, 2008
  Mitos na obra de Sophia
Atrevo-me?

cristina_pt

Etiquetas:

 
  Uma Dúzia de boas razões para ler Sophia (5)
5. pelo intervalo precioso



«Dai-me um dia branco, um mar de beladona
Um movimento
Inteiro, unido, adormecido
como um só momento.
Eu quero caminhar como quem dorme
Entre países sem nome que flutuam.
Imagens tão mudas
Que ao olha-las me pareça
Que fechei os olhos.
Um dia em que se possa não saber.»


Sophia de Mello Breyner Andresen
Coral, 1950



belém

Etiquetas:

 
 
Para Sophia de Mello Breyner Andresen
(Parte final do Poema)

De súbito as palavras têm um aroma a vento
e modulam as curvas como sinuosas barcas
Insinuam por vezes matizes de palácios
com pátios interiores onde desliza a água
Nada é um sonho por mais leve que seja
porque tudo é um trabalho sobre a madeira do mundo
Que potência cálida e tão certa entre as árvores
que enlaces naturais e que cintilantes cimos!
O teu destino é já música e sortilégio simples
de uma triunfal harmonia tão límpida e tão firme
que é de todos Porque em ti o mundo se redime
e toda a magia é a realidade da palavra.

António Ramos Rosa

Ver o poema completo em WebClub - Para Sophia...

Etiquetas:

 

O QUE ESTAMOS A LER

(este blogue está temporariamente inactivo)

PROXIMAS LEITURAS

(este blogue está temporariamente inactivo)

LEITURAS NO ARQUIVO

"ULISSES", de James Joyce (17 de Julho de 2003 a 7 de Fevereiro de 2004)

"OS PAPEIS DE K.", de Manuel António Pina (1 a 3 de Outubro de 2003)

"AS ONDAS", de Virginia Woolf (13 a 20 de Outubro de 2003)

"AS HORAS", de Michael Cunningham (27 a 30 de Outubro de 2003)

"A CIDADE E AS SERRAS", de Eça de Queirós (30 de Outubro a 2 de Novembro de 2003)

"OBRA POÉTICA", de Ferreira Gullar (10 a 12 de Novembro de 2003)

"A VOLTA NO PARAFUSO", de Henry James (13 a 16 de Novembro de 2003)

"DESGRAÇA", de J. M. Coetzee (24 a 27 de Novembro de 2003)

"PEQUENO TRATADO SOBRE AS ILUSÕES", de Paulinho Assunção (22 a 28 de Dezembro de 2003)

"O SOM E A FÚRIA", de William Faulkner (8 a 29 de Fevereiro de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. I - Do lado de Swann)", de Marcel Proust (1 a 31 de Março de 2004)

"O COMPLEXO DE PORTNOY", de Philip Roth (1 a 15 de Abril de 2004)

"O TEATRO DE SABBATH", de Philip Roth (16 a 22 de Abril de 2004)

"A MANCHA HUMANA", de Philip Roth (23 de Abril a 1 de Maio de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. II - À Sombra das Raparigas em Flor)", de Marcel Proust (1 a 31 de Maio de 2004)

"A MULHER DE TRINTA ANOS", de Honoré de Balzac (1 a 15 de Junho de 2004)

"A QUEDA DUM ANJO", de Camilo Castelo Branco (19 a 30 de Junho de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. III - O Lado de Guermantes)", de Marcel Proust (1 a 31 de Julho de 2004)

"O LEITOR", de Bernhard Schlink (1 a 31 de Agosto de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. IV - Sodoma e Gomorra)", de Marcel Proust (1 a 30 de Setembro de 2004)

"UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES" e outros, de Clarice Lispector (1 a 31 de Outubro de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. V - A Prisioneira)", de Marcel Proust (1 a 30 de Novembro de 2004)

"ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA", de José Saramago (1 a 21 de Dezembro de 2004)

"ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ", de José Saramago (21 a 31 de Dezembro de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. VI - A Fugitiva)", de Marcel Proust (1 a 31 de Janeiro de 2005)

"A CRIAÇÃO DO MUNDO", de Miguel Torga (1 de Fevereiro a 31 de Março de 2005)

"A GRANDE ARTE", de Rubem Fonseca (1 a 30 de Abril de 2005)

"D. QUIXOTE DE LA MANCHA", de Miguel de Cervantes (de 1 de Maio a 30 de Junho de 2005)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. VII - O Tempo Reencontrado)", de Marcel Proust (1 a 31 de Julho de 2005)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2005)

UMA SELECÇÃO DE CONTOS LP (1 a 3O de Setembro de 2005)

"À ESPERA NO CENTEIO", de JD Salinger (1 a 31 de Outubro de 2005)(link)

"NOVE CONTOS", de JD Salinger (21 a 29 de Outubro de 2005)(link)

Van Gogh, o suicidado da sociedade; Heliogabalo ou o Anarquista Coroado; Tarahumaras; O Teatro e o seu Duplo, de Antonin Artaud (1 a 30 de Novembro de 2005)

"A SELVA", de Ferreira de Castro (1 a 31 de Dezembro de 2005)

"RICARDO III" e "HAMLET", de William Shakespeare (1 a 31 de Janeiro de 2006)

"SE NUMA NOITE DE INVERNO UM VIAJANTE" e "PALOMAR", de Italo Calvino (1 a 28 de Fevereiro de 2006)

"OTELO" e "MACBETH", de William Shakespeare (1 a 31 de Março de 2006)

"VALE ABRAÃO", de Agustina Bessa-Luis (1 a 30 de Abril de 2006)

"O REI LEAR" e "TEMPESTADE", de William Shakespeare (1 a 31 de Maio de 2006)

"MEMÓRIAS DE ADRIANO", de Marguerite Yourcenar (1 a 30 de Junho de 2006)

"ILÍADA", de Homero (1 a 31 de Julho de 2006)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2006)

POESIA DE ALBERTO CAEIRO (1 a 30 de Setembro de 2006)

"O ALEPH", de Jorge Luis Borges (1 a 31 de Outubro de 2006) (link)

POESIA DE ÁLVARO DE CAMPOS (1 a 30 de Novembro de 2006)

"DOM CASMURRO", de Machado de Assis (1 a 31 de Dezembro de 2006)(link)

POESIA DE RICARDO REIS E DE FERNANDO PESSOA (1 a 31 de Janeiro de 2007)

"OS MISERÁVEIS", de Victor Hugo (1 a 28 de Fevereiro de 2007)

"O VERMELHO E O NEGRO" e "A CARTUXA DE PARMA", de Stendhal (1 a 31 de Março de 2007)

"OS MISERÁVEIS", de Victor Hugo (1 a 30 de Abril de 2007)

"A RELÍQUIA", de Eça de Queirós (1 a 31 de Maio de 2007)

"CÂNDIDO", de Voltaire (1 a 30 de Junho de 2007)

"MOBY DICK", de Herman Melville (1 a 31 de Julho de 2007)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2007)

"PARAÍSO PERDIDO", de John Milton (1 a 30 de Setembro de 2007)

"AS FLORES DO MAL", de Charles Baudelaire (1 a 31 de Outubro de 2007)

"O NOME DA ROSA", de Umberto Eco (1 a 30 de Novembro de 2007)

POESIA DE EUGÉNIO DE ANDRADE (1 a 31 de Dezembro de 2007)

"MERIDIANO DE SANGUE", de Cormac McCarthy (1 a 31 de Janeiro de 2008)

"METAMORFOSES", de Ovídio (1 a 29 de Fevereiro de 2008)

POESIA DE AL BERTO (1 a 31 de Março de 2008)

"O MANUAL DOS INQUISIDORES", de António Lobo Antunes (1 a 30 de Abril de 2008)

SERMÕES DE PADRE ANTÓNIO VIEIRA (1 a 31 de Maio de 2008)

"MAU TEMPO NO CANAL", de Vitorino Nemésio (1 a 30 de Junho de 2008)

"CHORA, TERRA BEM-AMADA", de Alan Paton (1 a 31 de Julho de 2008)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2008)

"MENSAGEM", de Fernando Pessoa (1 a 30 de Setembro de 2008)

"LAVOURA ARCAICA" e "UM COPO DE CÓLERA" de Raduan Nassar (1 a 31 de Outubro de 2008)

POESIA de Sophia de Mello Breyner Andresen (1 a 30 de Novembro de 2008)

"FOME", de Knut Hamsun (1 a 31 de Dezembro de 2008)

"DIÁRIO 1941-1943", de Etty Hillesum (1 a 31 de Janeiro de 2009)

"NA PATAGÓNIA", de Bruce Chatwin (1 a 28 de Fevereiro de 2009)

"O DEUS DAS MOSCAS", de William Golding (1 a 31 de Março de 2009)

"O CÉU É DOS VIOLENTOS", de Flannery O´Connor (1 a 15 de Abril de 2009)

"O NÓ DO PROBLEMA", de Graham Greene (16 a 30 de Abril de 2009)

"APARIÇÃO", de Vergílio Ferreira (1 a 31 de Maio de 2009)

"AS VINHAS DA IRA", de John Steinbeck (1 a 30 de Junho de 2009)

"DEBAIXO DO VULCÃO", de Malcolm Lowry (1 a 31 de Julho de 2009)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2009)

POEMAS E CONTOS, de Edgar Allan Poe (1 a 30 de Setembro de 2009)

"POR FAVOR, NÃO MATEM A COTOVIA", de Harper Lee (1 a 31 de Outubro de 2009)

"A ORIGEM DAS ESPÉCIES", de Charles Darwin (1 a 30 de Novembro de 2009)

Primeira Viagem Temática BLOOMSDAY 2004

Primeira Saí­da de Campo TORMES 2004

Primeira Tertúlia Casa de 3 2005

Segundo Aniversário LP

Os nossos marcadores

ARQUIVO
07/01/2003 - 08/01/2003 / 08/01/2003 - 09/01/2003 / 09/01/2003 - 10/01/2003 / 10/01/2003 - 11/01/2003 / 11/01/2003 - 12/01/2003 / 12/01/2003 - 01/01/2004 / 01/01/2004 - 02/01/2004 / 02/01/2004 - 03/01/2004 / 03/01/2004 - 04/01/2004 / 04/01/2004 - 05/01/2004 / 05/01/2004 - 06/01/2004 / 06/01/2004 - 07/01/2004 / 07/01/2004 - 08/01/2004 / 08/01/2004 - 09/01/2004 / 09/01/2004 - 10/01/2004 / 10/01/2004 - 11/01/2004 / 11/01/2004 - 12/01/2004 / 12/01/2004 - 01/01/2005 / 01/01/2005 - 02/01/2005 / 02/01/2005 - 03/01/2005 / 03/01/2005 - 04/01/2005 / 04/01/2005 - 05/01/2005 / 05/01/2005 - 06/01/2005 / 06/01/2005 - 07/01/2005 / 07/01/2005 - 08/01/2005 / 08/01/2005 - 09/01/2005 / 09/01/2005 - 10/01/2005 / 10/01/2005 - 11/01/2005 / 11/01/2005 - 12/01/2005 / 12/01/2005 - 01/01/2006 / 01/01/2006 - 02/01/2006 / 02/01/2006 - 03/01/2006 / 03/01/2006 - 04/01/2006 / 04/01/2006 - 05/01/2006 / 05/01/2006 - 06/01/2006 / 06/01/2006 - 07/01/2006 / 07/01/2006 - 08/01/2006 / 08/01/2006 - 09/01/2006 / 09/01/2006 - 10/01/2006 / 10/01/2006 - 11/01/2006 / 11/01/2006 - 12/01/2006 / 12/01/2006 - 01/01/2007 / 01/01/2007 - 02/01/2007 / 02/01/2007 - 03/01/2007 / 03/01/2007 - 04/01/2007 / 04/01/2007 - 05/01/2007 / 05/01/2007 - 06/01/2007 / 06/01/2007 - 07/01/2007 / 07/01/2007 - 08/01/2007 / 08/01/2007 - 09/01/2007 / 09/01/2007 - 10/01/2007 / 10/01/2007 - 11/01/2007 / 11/01/2007 - 12/01/2007 / 12/01/2007 - 01/01/2008 / 01/01/2008 - 02/01/2008 / 02/01/2008 - 03/01/2008 / 03/01/2008 - 04/01/2008 / 04/01/2008 - 05/01/2008 / 05/01/2008 - 06/01/2008 / 06/01/2008 - 07/01/2008 / 07/01/2008 - 08/01/2008 / 08/01/2008 - 09/01/2008 / 09/01/2008 - 10/01/2008 / 10/01/2008 - 11/01/2008 / 11/01/2008 - 12/01/2008 / 12/01/2008 - 01/01/2009 / 01/01/2009 - 02/01/2009 / 02/01/2009 - 03/01/2009 / 03/01/2009 - 04/01/2009 / 04/01/2009 - 05/01/2009 / 05/01/2009 - 06/01/2009 / 06/01/2009 - 07/01/2009 / 07/01/2009 - 08/01/2009 / 08/01/2009 - 09/01/2009 / 09/01/2009 - 10/01/2009 / 10/01/2009 - 11/01/2009 / 11/01/2009 - 12/01/2009 / 03/01/2010 - 04/01/2010 / 04/01/2010 - 05/01/2010 / 07/01/2010 - 08/01/2010 / 08/01/2010 - 09/01/2010 / 09/01/2010 - 10/01/2010 / 05/01/2012 - 06/01/2012 /


Powered by Blogger

Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!