Leitura Partilhada
sábado, outubro 31, 2009
 
O Atticus Finch não vai ganhar, ele não pode ganhar, mas ele é o único homem das redondezas que pode fazer o júri demorar a tomar uma decisão, num caso como este. E pensei para comigo, é um passo...um passo de bébé, mas é um passo em frente.
pg.306
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  Atticus
Raramente nos pedem para sermos bons cristãos, mas quando pedem, então temos pessoas como o Atticus que vão por nossa vez.
pg. 305
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sexta-feira, outubro 30, 2009
  Mayella
Era tão triste como os mestiços: os brancos não queriam nada com ela porque vivia no meio de porcos; os negros não queriam nada com ela porque era branca.
(...)
Com uma mão Maycomb dava-lhes cabazes de Natal e dinheiro da segurança social, enquanto que com a outra os enxotava.
(Pg. 273)
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quarta-feira, outubro 28, 2009
  " Acreditar em algo e não o viver é desonesto." Gandhi
Ele tinha de o fazer, era por isso que o fazia e, de repente, aquele novo facto significava menos problemas e menos discussões. Mas será que explicava a atitude de toda a cidade? O tribunal tinha nomeado Atticus para o defender. E o Atticus queria defendê-lo. Era isso que não lhes agradava era tudo muito confuso.
(pg. 235)
Parece adequado falar um pouco sobre a advocacia. Atticus era advogado e um advogado que está do lado da justiça. Por vezes não é fácil sê-lo. Aliás, é importante esclarecer que estar do lado da justiça, poderá nem significar estar no lado do justo, mas estar lá; porque mesmo o injusto não pode ser injustiçado. Que seria de nós se não pudessemos confiar nos mais elementares princípios de garantia no direito?
Frequentemente poderão questionar-se como a/o advogada/o poderá defender aquele "monstro". Mas a verdade é que o faz porque tem de o fazer. E tem de o fazer não por obrigação de um ofício, mas porque o valor máximo - a justiça - assim o obriga.
Nunca me reconheci tal coragem.
Atticus é o advogado justiceiro. É o garante da igualdade e da protecção dos direitos civis. E é assim que os advogados devem ser. São frequentes as referências da obra e da sua personagem no meio jurídico. É o exemplo a seguir, é aquilo que todos gostariamos de ter coragem de ser e por isso, vamos tentando sê-lo.
Não resisto a citar Miguel Esteves Cardoso, no Público de ontem: "Gosto de médicos e gosto de advogados. São pessoas que aceitam, à partida, uma situação que era má e que, mesmo assim, querem pô-la boa."

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terça-feira, outubro 27, 2009
  bando
Acima de tudo, um bando é constituído por pessoas. E todos os bandos de todas as nossas cidadezinhas do sul são constituídos por pessoas que nós conhecemos...e isso não quer dizer nada acerca delas, pois não?
...
Foi preciso aparecer uma criança de oito anos para os fazer cair na realidade, não foi? - disse Atticus - Isso só prova que...que uma matilha de animais selvagens pode ser detida, simplesmente porque continuam a ser humanos.
Umm, se calhar talvez seja necessária uma força policial composta de crianças.

(pg. 227)
Atticus acredita intrinsecamente na bondade humana. E nessa crença, aliada à sua integridade moral, sustenta a sua vida. E fá-lo, na maneira dos heróis, mesmo que tal o possa colocar em perigo. Atticus é um herói, como poucos existem.

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  Infância
Depois levantou-se e quebrou o que restava do nosso código de infância.
(pg.202)
O percurso dos Finch é também o crescimento das suas crianças. Com grande beleza, Lee vai descrevendo pequenos momentos que reflectem o amadurecimento do jovem Jem, que vemos atingir o estatuto de Mister. Lee deixa-nos o conforto que este irá crescer bem, cada vez mais parecido com Atticus, no seu altruísmo e na sua grandeza moral.

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segunda-feira, outubro 26, 2009
 
Nunca compreendi muito bem a sua preocupação com a hereditariedade. Não sei como, mas tinha ficado com a impressão de que as Pessoas de Bem eram aquelas que faziam o melhor que podiam com a sua consciência, mas a tia Alexandra era da opinião, expressa aliás com alguma obliquidade, que quanto mais tempo uma família habitava um pedaço de terra, mais fina era.
(pg. 187)
A tia é muito tia. A altivez com que se coloca acima dos seus pares e estratifica os cidadãos da pequena cidade, tornam-na merecedora de alguma desaprovação por parte da nossa pequena/grande Scout. Acreditemos que os seus esforços de educar a Scout de acordo com a sua visão redutora do que deve ser uma mulher, sejam infrutíferos.

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  Diplomacia
- O que vocês acham de ela vir viver connosco?
Eu disse que adorava, o que era a mais pura mentira, mas às vezes, sob certas circunstâncias, é mesmo preciso mentir, sempre que a situação escapa ao nosso controlo.
(pg. 185)

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  Doutrina da Impureza da Mulher
Os contrabandistas de álcool tinham causado muitos sarilhos nos bairros dos negros, mas as mulheres eram muito pior. Mais uma vez, como já tinha acontecido tantas vezes na minha igreja, fui confrontada com a doutrina da Impureza da Mulher, que parecia afligir todos clérigos. (pg. 176)
Sim, pobre Scout, como irás descobrir, em relação a tal doutrina, todas as religiões são unânimes na sua concordância.

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domingo, outubro 25, 2009
 
mas lembra-te que é pecado matar uma cotovia
(pg. 134)


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  children see, children do

Só espero que o Jem e a Scout saibam procurar as respostas em mim e não no que se diz pela cidade. Espero que confiem suficientemente em mim... (pg. 131)

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sábado, outubro 24, 2009
  Responsabilidades Partilhadas
No one can terrorize a whole nation, unless we are all his accomplices.
Edward R. Murrow

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quarta-feira, outubro 21, 2009
 
- Desta vez é diferente - disse ele. - Desta vez não estamos a lutar contra os ianques, estamos a lutar contra os nossos amigos. Mas lembra-te de uma coisa, por mais complicadas que as coisas se tornem, eles continuam a ser nossos amigos e esta continua a ser a nossa casa. (pg. 115)
Atticus explica à sua filha porque é necessário lutar por algumas causas, mesmo quando sabemos que vamos perder. Porque há batalhas que têm de ser travadas e porque há pessoas que merecem a nossa companhia, especialmente na derrota.
Mas o mais difícil é quando não é possível distinguir os amigos do inimigos. E nessa ambiguidade, ajuda a sensatez de Atticus que confesso não ter.

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terça-feira, outubro 20, 2009
 
 
  perguntas difíceis
- Defendes pretos, Atticus? - perguntei-lhe eu nessa mesma tarde.- Claro que sim. Não digas preto, Scout. É feio.
- Mas`é o qu`toda a gente diz na escola.
- Então, a partir de agora passa a ser toda a gente, menos uma pessoa...
-
Mas então, se não queres que cresça a falar desta maneira, por que é que me mandas p`ra escola?
(
pg. 113)

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segunda-feira, outubro 19, 2009
 
O Atticus disse-me que se eu apagasse os adjectivos, acabaria por descobrir os factos.
(pg. 91)
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Mas eis que ele aparece, vindo na minha direcção. A sua camisa branca baloiçava sobre a cerca das traseiras e ia lentamente ficando maior. Subiu os degraus traseiros, trancou a porta atrás de si e sentou-se no seu beliche. Mudo e quedo, mostrou-me as suas calças. Deitou-se e, durante algum tempo, ouvi o seu beliche a tremer. Pouco depois parou. E não o ouvi tremer de novo. (pg. 88)
A escrita de Harper Lee tem duas características, em particular, que me chamaram desde logo à atenção; em primeiro lugar o seu fantástico sentido de humor e de seguida, a sua capacidade de reportar (REPORTAR) os contornos da sua história (sim, história e não estória). Esta capacidade de descrever sem que os leitores se percam na descrição não é tarefa para amadores. Lee domina-a com mestria.

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  Lua
São Pedro de Moel - Setembro 2009

Em Maycomb dizia-se que havia uma senhora na Lua. E que estava sentada ao tocador a escovar o cabelo. (pg. 79)
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sexta-feira, outubro 16, 2009
  Parentalidade
- O Atticus nunca fez nada a mim e ao Jem dentro de casa que não fizesse no átrio - anunciei, sentindo que era meu dever defender o meu pai.
(pg. 73)
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  Religião
por vezes a Bíblia na mão de um homem é pior do que uma garrafa de whiskey nas mãos do...
(pg. 72)
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  racismo
Em Outubro de 2009, nos Estados Unidos da América, um juíz de paz (com poderes para realizar matrimónios), recusou realizar um casamento interracial.
O juiz de paz afirmou não ser racista.
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  Amor (aos seis anos)

No início do Verão tinha-me pedido em casamento, mas depois rapidamente se esqueceu da proposta.
Tinha-me escolhido, marcou-me como sua propriedade, disse que eu era a mulher que amaria para toda a vida e depois ignorou-me.
Dei-lhe duas tareias, mas de nada adiantou, (...).

(pg. 67)

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quinta-feira, outubro 15, 2009
  Livros malditos
Por favor não matem a cotovia de Harper Lee tem sido apontado como uma obra a banir dos curriculos escolares americanos, devido à linguagem utilizada e estereótipos, ambos respeitantes à comunidade afro-americana. O tratamento das personagens negras é fortemente questionado.
Parece-me excessivo e descontextualizado. A obra, quando muito, reflecte as percepções da comunidade branca, no período em apreço.
É a própria Scout que o confirma. Filha de um letrado, é a empregada negra que culpará por ensiná-la a ler.
Quando penso em livros banidos penso em fogueiras de livros e censura. Os livros são sempre os primeiros alvos das ditaduras.
Entretanto, até Moby Dick é apontada por defensores dos animais como uma obra a banir. Excessos.
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quarta-feira, outubro 14, 2009
  Ser filha de advogado, tem os seus perigos
- Jean Louise, já estou farta de te aturar esta manhã! – disse ela. – Estás a entrar com o pé esquerdo em toda a linha, minha querida. Estende a mão.

Eu que pensava que ela ia cuspir nela, porque em Maycomb esta era a única razão pela qual se estendiam as mãos: tratava-se de um método para selar contratos verbais que, ao longo dos tempos, foi ganhando alguma legitimidade. Confusa, tentando saber qual o bom negócio que teríamos feito , olhei para a turma em busca de uma resposta, mas eles responderam-me com um olhar intrigado.

Miss Caroline pegou na régua, deu-me meia de dúzia de reguadas rápidas e disse-me para ir para o canto e ficar lá de pé.




(pg. 39)



Nunca "levei uma reguada", mas lembro-me bem da sua existência e utilização na sala de aulas. Felizmente os tempos são outros e o poder correctivo dos professores deixou de incluir castigos corporais. Sempre fui da opinião que a sua utilização seria mais falha do professor que do aluno.

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terça-feira, outubro 13, 2009
 
Nunca quis aprender deliberadamente a ler, mas a verdade é que, de alguma forma, tinha andado a chafurdar ilicitamente nos jornais diários.
(pg.34)

Pobre Scout, o seu primeiro contacto com a escola revelou-se desastroso (e absolutamente hilariante). A pobre Scout padeceu do que tantas crianças padecem...de experiências pedagógicas. No seu caso, do pragmatismo de John Dewey. A professora de Scout, como tantas que conheço, não sabe acompanhar a precocidade da sua pupila. É preciso nivelar e face à excelência de Scout, a sua professora prefere que esta seja medíocre. Pobre Scout.

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  infância, curiosidade e rebeldia
Os olhos de por favor não matem a cotovia são jovens (seis anos), curiosos e rebeldes. E H. Lee parece recordar-se bem da infância, já que as primeiras impressões, do verão do jovem trio, despoletam em mim recordações semelhantes.
Desafiar o medo parece ser um rito de passagem das crianças. Talvez a razão de ser do velho ditado, segundo o qual, nem o Diabo quereria arriscar-se junto de crianças. Recordo-me como se fosse hoje uma actividade de desafio que consistia em passar (a correr) ao alcance do cadeado de um cão pastor alemão, que na altura teria duas vezes o meu peso. Fui apanhada, ferida, mas até hoje, penso nesse momento com satisfação e sorrio a pensar que permaneço destemida na presença de cães grandes.
Perdoem esta nota pessoal. Mas para mim, os bons livros são assim: entranham-se nas nossas memórias.

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segunda-feira, outubro 12, 2009
  Medo de miúdos e graúdos
- Medricas! -disse ele, logo no primeiro dia.
- Não estou com medo, apenas respeito, percebes? - respondeu o Jem.

(pg.26)

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  pequena narradora

A nossa pequena narradora (Scout) insiste em tratar o pai na terceira pessoa e pelo seu primeiro nome...o Atticus. Será um reflexo do distanciamento cortês com que diz ser tratada por este?


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domingo, outubro 11, 2009
  Tempo
Naqueles tempos as pessoas deslocavam-se lentamente. Deambulavam pela praça, ora entrando, ora saindo das lojas à sua volta, ocupando o tempo com quase tudo. O dia tinha vinte e quatro horas, mas parecia ser mais longo.

(pg. 16)


Nestes tempos que correm, o tempo foge-nos e pensamos para onde terá ido? Talvez para Maycomb. Tentamos pará-lo artificialmente. Inventamos fins de semana e férias, para parar o tempo e descansar.
Não se esqueçam de ir votar.

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  Leitura partilha
Na página 64, continuo a rir-me à gargalhada. Achei que deveria partilhar.
Mais alguém conseguiu adquirir o livro?
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sábado, outubro 10, 2009
  Dia Mundial contra a Pena de Morte
a Atticus nada mais restava fazer pelos seus clientes, do que estar presente na sua última e derradeira viagem, uma ocasião que terá, porventura, despertado o seu profundo desgosto pela prática do direito criminal

(pg. 15)


No Dia Mundial contra a Pena de Morte, ainda ressoa em mim o relato de uma execução adiada, nos EUA em que o condenado foi picado 18 vezes, na tentativa de encontrar uma veia. Terá chorado, de medo e de dor, durante o processo. Tortura.


Não é fácil para mim empatizar com criminosos; vejo a vítima tantas vezes esquecida, deprovida de direitos. A revitimização leva-me ao extremo....o criminoso que pague duas vezes.


Reconheço a minha ambiguidade quanto à Pena de Morte. O meu lado racional condena-a, as vísceras apoiam-na.


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quinta-feira, outubro 08, 2009
  Segregação Racial II
"Eu tenho o sonho de ver um dia meus filhos vivendo numa nação em que não sejam julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo seu carácter."

Martin Luther King Junior

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quarta-feira, outubro 07, 2009
  Segregação Racial I

Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks (Tuskegee, 4 de fevereiro de 1913 - Detroit, 24 de outubro de 2005), foi uma costureira negra norte-americana, símbolo do Movimento dos Direitos Civis. Ficou famosa, em 1º de dezembro de 1955, por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, tornando-se o estopim do movimento que foi denominado Boicote aos ônibus de Montgomery e posteriormente viria a marcar o início da luta antissegregacionista.

Fonte

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terça-feira, outubro 06, 2009
  O Ambiente

To kill a mockingbird desenrolar-se-à no sul segregacionista dos EUA. Esta política de segregação racial institucionalizada no quotidiano, deixou os seus efeitos até ao dia de hoje, numa suspensa tensão racial que perdura.
É fácil pensar que na segregação racial como algo do passado. Mas a história tem o hábito de se repetir e por isso, hoje, temos governantes e líderes religiosos que negam o Holocausto e partidos políticos que defendem a superioridade de um tom de pele sobre outro.
Por isso, hoje, é importante não esquecer o passado.

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segunda-feira, outubro 05, 2009
  Mockingbird

"A mockingbird is a harmless bird that makes the world more pleasant. In To Kill A Mockingbird by Harper Lee, the mockingbird symbolizes Boo Radley and Tom Robinson, who were both peaceful people who never did any harm. To kill or harm them would be a sin. Scout's father, Atticus, tells Scout and Jem, "I'd rather you shoot at tin cans in the backyard, but I know you'll go after birds. Shoot all the blue jays you want, if you can hit'em, but remember it's a sin to kill a mockingbird."(Fonte)


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domingo, outubro 04, 2009
  "The Scottsboro Boys"
Não falar dos julgamentos dos "rapazes de Scottsboro", como prelúdio da obra de Harper Lee é perder a oportunidade de contextualizar a obra com o evento real que mais a influenciou.
O julgamento dos jovens que passaram a ser conhecidos como "The Scottsboro Boys", reportam-se a um episódio da história norte-americana que, no fundo, reflecte o "estado da nação", na contemporaneidade de Harper Lee, no que respeita aos direitos civis dos negros. Ser negro em 1931 era ser um cidadão de segunda, explorado e humilhado e desprovido dos mais elementares direitos humanos. Harper Lee terá certamente vivenciado essa desigualdade entre brancos e negros e certamente, como uma jovem jurista, participou no emerger dos movimentos de direitos civis dos anos 50 e 60.
Os rapazes de Scottsboro, foram nove réus negros num caso de violação, que se iniciou em 1931 em Scottsboro, Alabama.
O caso foi ouvido pela Tribunal Supremo dos Estados Unidos duas vezes, que nas suas decisões, estabeleceu os princípios que os arguidos têm direito a assistência efectiva de advogados e que as pessoas não podem ser excluídas de facto júris por causa de sua raça.
Os nove jovens negros foram acusados de violar duas mulheres brancas, suas companheiras sem-abrigo, num comboio de carga e oito foram rapidamente condenados pela multidão. Os jurados eram totalmente brancos e os advogados de defesa tinham pouca experiência em direito penal e não tinham tempo para preparar os seus casos. Como cada um dos nove casos, sucessivamente a julgamento, quando terminava um, o seguinte imediatamente começava.
Todos com exceção de um dos arguidos foram considerados culpados, e estes oito foram condenados à morte sob a acusação de estupro. Estes oito, no entanto, mais tarde tiveram suas sentenças de morte revogadas pelo Supremo Tribunal, servindo ao invés entre seis e dezenove anos de prisão. Em 1976, quarenta e cinco anos após o primeiro julgamento, o governador segregacionista Alabama George Wallace publicou um perdão para o remanescente réu ainda sujeito ao sistema penal Alabama.
(adaptado da wikipédia)
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sábado, outubro 03, 2009
  Advogados
Suponho que os advogados já foram, um dia crianças.
CHARLES LAMB
Esta é frase escolhida por Harper Lee para o início do seu livro. Concordo.

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sexta-feira, outubro 02, 2009
  Harper Lee - Notas Biográficas I
Nelle Harper Lee* (nascida em 28/04/1926) em Alabama (Estados Unidos da América) é a autora da obra To Kill a Mockingbird (1960) que em 1961 recebeu o prémio Pulitzer para a ficção.

Este seria o único romance de ficção que viria a publicar, embora sejam recorrentes os rumores, segundo os quais terá escrito outras obras, sem que as tivesse publicado. Bastaria um único romance para que, em 2007, tivesse recebido a "Presidential Medal of Freedom of the United States" pela sua contribuição para a literatura.

Importante para a leitura desta obra, é o conhecimento que Harper Lee estudou direito, sem nunca ter concluído o curso e que uma das referências principais da sua vida foi o seu pai, Amasa Coleman Lee, um advogado e proprietário de um jornal.

A sua amizade de infância com Truman Capote viria a ser um motor na carreira literária de ambos, permanecendo pela adultez.

Harper Lee, como veremos, foi profundamente influenciada pela sociedade em que vivia e pelos acontecimentos que presenciou. Mas isso fica para mais tarde.

Entretanto, remeto-vos para as únicas publicações suas publicadas (além do To Kill a Mokingbird):

Lee, Harper (1961) "Love—In Other Words". Vogue Magazine.
Lee, Harper (1961) "Christmas to Me". McCall's Magazine.
Lee, Harper (1965) "When Children Discover America". McCall's Magazine.
Lee, Harper (1985) "Romance and High Adventure" in Clearings in the Thicket: An Alabama Humanities Reader
Lee, Harper (2006)"Dear Oprah...[A Letter to Oprah from Harper Lee]" O, The Oprah Magazine (incompleto)

(dá-se recompensa a quem conseguir encontrar os contos)
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* Reza a história que esta odiava o primeiro nome. Respeitemos a autora.

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quinta-feira, outubro 01, 2009
  Harper Lee - To kill a mockingbird

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O QUE ESTAMOS A LER

(este blogue está temporariamente inactivo)

PROXIMAS LEITURAS

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LEITURAS NO ARQUIVO

"ULISSES", de James Joyce (17 de Julho de 2003 a 7 de Fevereiro de 2004)

"OS PAPEIS DE K.", de Manuel António Pina (1 a 3 de Outubro de 2003)

"AS ONDAS", de Virginia Woolf (13 a 20 de Outubro de 2003)

"AS HORAS", de Michael Cunningham (27 a 30 de Outubro de 2003)

"A CIDADE E AS SERRAS", de Eça de Queirós (30 de Outubro a 2 de Novembro de 2003)

"OBRA POÉTICA", de Ferreira Gullar (10 a 12 de Novembro de 2003)

"A VOLTA NO PARAFUSO", de Henry James (13 a 16 de Novembro de 2003)

"DESGRAÇA", de J. M. Coetzee (24 a 27 de Novembro de 2003)

"PEQUENO TRATADO SOBRE AS ILUSÕES", de Paulinho Assunção (22 a 28 de Dezembro de 2003)

"O SOM E A FÚRIA", de William Faulkner (8 a 29 de Fevereiro de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. I - Do lado de Swann)", de Marcel Proust (1 a 31 de Março de 2004)

"O COMPLEXO DE PORTNOY", de Philip Roth (1 a 15 de Abril de 2004)

"O TEATRO DE SABBATH", de Philip Roth (16 a 22 de Abril de 2004)

"A MANCHA HUMANA", de Philip Roth (23 de Abril a 1 de Maio de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. II - À Sombra das Raparigas em Flor)", de Marcel Proust (1 a 31 de Maio de 2004)

"A MULHER DE TRINTA ANOS", de Honoré de Balzac (1 a 15 de Junho de 2004)

"A QUEDA DUM ANJO", de Camilo Castelo Branco (19 a 30 de Junho de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. III - O Lado de Guermantes)", de Marcel Proust (1 a 31 de Julho de 2004)

"O LEITOR", de Bernhard Schlink (1 a 31 de Agosto de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. IV - Sodoma e Gomorra)", de Marcel Proust (1 a 30 de Setembro de 2004)

"UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES" e outros, de Clarice Lispector (1 a 31 de Outubro de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. V - A Prisioneira)", de Marcel Proust (1 a 30 de Novembro de 2004)

"ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA", de José Saramago (1 a 21 de Dezembro de 2004)

"ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ", de José Saramago (21 a 31 de Dezembro de 2004)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. VI - A Fugitiva)", de Marcel Proust (1 a 31 de Janeiro de 2005)

"A CRIAÇÃO DO MUNDO", de Miguel Torga (1 de Fevereiro a 31 de Março de 2005)

"A GRANDE ARTE", de Rubem Fonseca (1 a 30 de Abril de 2005)

"D. QUIXOTE DE LA MANCHA", de Miguel de Cervantes (de 1 de Maio a 30 de Junho de 2005)

"EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Vol. VII - O Tempo Reencontrado)", de Marcel Proust (1 a 31 de Julho de 2005)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2005)

UMA SELECÇÃO DE CONTOS LP (1 a 3O de Setembro de 2005)

"À ESPERA NO CENTEIO", de JD Salinger (1 a 31 de Outubro de 2005)(link)

"NOVE CONTOS", de JD Salinger (21 a 29 de Outubro de 2005)(link)

Van Gogh, o suicidado da sociedade; Heliogabalo ou o Anarquista Coroado; Tarahumaras; O Teatro e o seu Duplo, de Antonin Artaud (1 a 30 de Novembro de 2005)

"A SELVA", de Ferreira de Castro (1 a 31 de Dezembro de 2005)

"RICARDO III" e "HAMLET", de William Shakespeare (1 a 31 de Janeiro de 2006)

"SE NUMA NOITE DE INVERNO UM VIAJANTE" e "PALOMAR", de Italo Calvino (1 a 28 de Fevereiro de 2006)

"OTELO" e "MACBETH", de William Shakespeare (1 a 31 de Março de 2006)

"VALE ABRAÃO", de Agustina Bessa-Luis (1 a 30 de Abril de 2006)

"O REI LEAR" e "TEMPESTADE", de William Shakespeare (1 a 31 de Maio de 2006)

"MEMÓRIAS DE ADRIANO", de Marguerite Yourcenar (1 a 30 de Junho de 2006)

"ILÍADA", de Homero (1 a 31 de Julho de 2006)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2006)

POESIA DE ALBERTO CAEIRO (1 a 30 de Setembro de 2006)

"O ALEPH", de Jorge Luis Borges (1 a 31 de Outubro de 2006) (link)

POESIA DE ÁLVARO DE CAMPOS (1 a 30 de Novembro de 2006)

"DOM CASMURRO", de Machado de Assis (1 a 31 de Dezembro de 2006)(link)

POESIA DE RICARDO REIS E DE FERNANDO PESSOA (1 a 31 de Janeiro de 2007)

"OS MISERÁVEIS", de Victor Hugo (1 a 28 de Fevereiro de 2007)

"O VERMELHO E O NEGRO" e "A CARTUXA DE PARMA", de Stendhal (1 a 31 de Março de 2007)

"OS MISERÁVEIS", de Victor Hugo (1 a 30 de Abril de 2007)

"A RELÍQUIA", de Eça de Queirós (1 a 31 de Maio de 2007)

"CÂNDIDO", de Voltaire (1 a 30 de Junho de 2007)

"MOBY DICK", de Herman Melville (1 a 31 de Julho de 2007)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2007)

"PARAÍSO PERDIDO", de John Milton (1 a 30 de Setembro de 2007)

"AS FLORES DO MAL", de Charles Baudelaire (1 a 31 de Outubro de 2007)

"O NOME DA ROSA", de Umberto Eco (1 a 30 de Novembro de 2007)

POESIA DE EUGÉNIO DE ANDRADE (1 a 31 de Dezembro de 2007)

"MERIDIANO DE SANGUE", de Cormac McCarthy (1 a 31 de Janeiro de 2008)

"METAMORFOSES", de Ovídio (1 a 29 de Fevereiro de 2008)

POESIA DE AL BERTO (1 a 31 de Março de 2008)

"O MANUAL DOS INQUISIDORES", de António Lobo Antunes (1 a 30 de Abril de 2008)

SERMÕES DE PADRE ANTÓNIO VIEIRA (1 a 31 de Maio de 2008)

"MAU TEMPO NO CANAL", de Vitorino Nemésio (1 a 30 de Junho de 2008)

"CHORA, TERRA BEM-AMADA", de Alan Paton (1 a 31 de Julho de 2008)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2008)

"MENSAGEM", de Fernando Pessoa (1 a 30 de Setembro de 2008)

"LAVOURA ARCAICA" e "UM COPO DE CÓLERA" de Raduan Nassar (1 a 31 de Outubro de 2008)

POESIA de Sophia de Mello Breyner Andresen (1 a 30 de Novembro de 2008)

"FOME", de Knut Hamsun (1 a 31 de Dezembro de 2008)

"DIÁRIO 1941-1943", de Etty Hillesum (1 a 31 de Janeiro de 2009)

"NA PATAGÓNIA", de Bruce Chatwin (1 a 28 de Fevereiro de 2009)

"O DEUS DAS MOSCAS", de William Golding (1 a 31 de Março de 2009)

"O CÉU É DOS VIOLENTOS", de Flannery O´Connor (1 a 15 de Abril de 2009)

"O NÓ DO PROBLEMA", de Graham Greene (16 a 30 de Abril de 2009)

"APARIÇÃO", de Vergílio Ferreira (1 a 31 de Maio de 2009)

"AS VINHAS DA IRA", de John Steinbeck (1 a 30 de Junho de 2009)

"DEBAIXO DO VULCÃO", de Malcolm Lowry (1 a 31 de Julho de 2009)

...leitura livre... de leitores amadores (1 a 31 de Agosto de 2009)

POEMAS E CONTOS, de Edgar Allan Poe (1 a 30 de Setembro de 2009)

"POR FAVOR, NÃO MATEM A COTOVIA", de Harper Lee (1 a 31 de Outubro de 2009)

"A ORIGEM DAS ESPÉCIES", de Charles Darwin (1 a 30 de Novembro de 2009)

Primeira Viagem Temática BLOOMSDAY 2004

Primeira Saí­da de Campo TORMES 2004

Primeira Tertúlia Casa de 3 2005

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